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Polícia Federal orienta possíveis vítimas de Dal Agnol

Delegado Vieira disse que escritórios marauenses podem ter envolvimento no esquema

Na sexta-feira, 21/02, a Operação Carmelina foi desencadeada pela Polícia Federal de Passo Fundo com o intuito de desbaratar uma quadrilha que agia no estado, chefiada pelo advogado passofundense Mauricio Dal Agnol. Essa quadrilha aliciava os clientes com a proposta de entrar com ações na Justiça contra empresas de telefonia fixa. Com o ganho da causa, o valor repassado aos clientes era menor do que o estipulado na ação.  A investigação da Polícia Federal havia iniciado há cerca de 1 ano e meio.

Conforme o Delegado da Polícia Federal de Passo Fundo, Mário Luis Vieira, que coordenou a Operação Carmelina, muitos clientes foram prejudicados pelo esquema. A orientação para estas pessoas é que procurem um advogado de confiança para a revisão das ações e possível ressarcimento dos valores.

Conforme o Delegado Vieira, estão sendo investigados escritórios na região, inclusive em Marau, que possam ter relação colaboral com o esquema devendo estes serem responsabilizados criminalmente.

Nesta segunda-feira, 24/02, terminou o prazo de 72 horas concedido pela Polícia Federal para que as quatro pessoas suspeitas de envolvimento no golpe milionário paguem as respectivas fianças para não serem consideradas foragidas. Três dos quatro envolvidos na fraude milionária pagaram fiança arbitrada pela Justiça. A esposa do advogado, Márcia Fátima da Silva Dal Agnol pagou, através de um representante, o valor de R$ 724 mil. Além dela, Vilson Belle, de Bento Gonçalves, e Celi Acemira Lemos, também, pagaram a fiança no valor de R$ 144 mil cada um. O quarto envolvido, o advogado Pablo Geovani Cervi entrou com uma petição pedindo um prazo maior para pagar a fiança de R$ 144 mil, o que foi aceito pela juíza Ana Cristina Frigheto Grossi, que estendeu o prazo por mais 72 horas.

O advogado Mauricio Dal Agnol continua foragido e está sendo procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) em 180 países.  O FBI - Polícia Federal Americana, também atua para localizar Dal Agnol no país.

Ouça a entrevista do Delegado Vieira, clicando no ícone de áudio abaixo.

Com informações da Rádio Uirapuru.
por Rosana Costenaro , dia 25/02/2014 às 09:46

Comentários

  • PAULO SERGIO DALL´AGNOL

    em 25/02/2014
    às 20:45

    Só para constar. O sobrenome deste aí se escreve assim:DAL AGNOL(com um só L no DAL)

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